A pedido do MPMG, Interpol passa a procurar peças furtadas da Igreja do Pilar, em Ouro Preto

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Quarenta e quatro bens mineiros estão sendo procurados por 190 países

A Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol) comunicou oficialmente ao Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) a inserção de fotografias de três peças sacras furtadas da Matriz do Pilar de Ouro Preto, em 1973, na chamada “Lista de difusão branca”, que busca a localização de objetos de alto valor roubados, incluindo obras de arte. A partir de agora as peças passam a ser procuradas pelos 190 países membros da Interpol.

A solicitação da divulgação dos dados foi feita por meio da Promotoria Estadual de Defesa do Patrimônio Cultural e Turístico de Minas Gerais. Também a pedido do MPMG, foram inseridas informações de peças furtadas em outros municípios mineiros: Campanha (24 bens); Oliveira (16 bens), Serro – Milho Verde e Serranos (um bem).

O furto da Matriz do Pilar
O crime ocorreu no dia 2 de setembro de 1973, ocasião em que 15 peças sacras foram levadas. À época, as investigações foram conduzidas pela Delegacia de Furtos e Roubos de Belo Horizonte e, em 1978, houve proibição, pela censura federal, da divulgação de qualquer informação sobre o crime.

O furto é considerado um dos mais duros golpes no patrimônio cultural sacro de Minas Gerais, tendo em vista ter sido cometido dentro da Matriz de Ouro Preto, a principal Vila do Ouro do estado, com a subtração de objetos do início do século XVIII, de grande valor artístico e econômico.

O Ministério Público ainda não conseguiu fotografias de doze das peças furtadas, com resolução suficiente para serem divulgadas pela Interpol.

Perdas
A Promotoria Estadual de Defesa do Patrimônio Cultural e Turístico de Minas Gerais estima que o estado já tenha perdido 60% dos seus bens sacros em razão de furtos, roubos e apropriações indevidas. “É preciso que o cidadão desperte sua atenção para o tema, pois esse patrimônio integra uma parcela importante da herança cultural dos mineiros e deve ser protegido e fruído por todos”, afirma o promotor de justiça Marcos Paulo de Souza Miranda.

Ainda segundo o promotor de Justiça, a subtração de peças sacras movimenta um comércio ilegal altamente rentável e o prejuízo para o patrimônio cultural é incalculável. O comércio clandestino de bens culturais só está atrás, em volume de dinheiro movimentado, do tráfico de drogas e de armas. As peças desaparecidas podem estar em qualquer lugar: antiquários, residências particulares, à venda em leilões e até mesmo pela internet.

Denúncia
Qualquer informação sobre o paradeiro de peças sacras furtadas pode ser encaminhada para a Promotoria Estadual de Defesa do Patrimônio Cultural e Turístico de Minas Gerais pelo e-mail cppc@mpmg.mp.br, pelo telefone (31) 3250-4620 ou para o endereço rua Timbiras, 2.941, Barro Preto, CEP 30140-062, Belo Horizonte-MG.

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By |2016-11-17T14:03:31+00:00novembro 17th, 2016|Notícias, Pilar|0 Comments

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