O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e a Nestlé Waters Brasil assinaram hoje, 1º de setembro, um Termo de Compromisso (TC) segundo o qual a empresa deverá custear estudos técnicos, tanto para o tombamento do Parque das Águas de São Lourenço, no Sul de Minas, quanto para o registro de suas águas minerais como patrimônio cultural do estado. Os estudos devem seguir instruções do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG).

Situado na região conhecida como Circuito das Águas, o parque possui 430 mil m² de área, com nove fontes de água mineral. Em 1992, a Nestlé assumiu a direção do local e lá realiza a captação de água mineral. Em umas das fontes, a Oriente, a extração já vinha ocorrendo desde 1890. O parque possui fontes de águas magnesiana, alcalina, ferruginosa, carbogasosa e sulfurosa, além de pontos de interesse como a Gruta Nossa Senhora dos Remédios, o Jardim Japonês e o Centro Hidroterápico de Banhos Termais.

Uma Nota Técnica feita a pedido da Coordenadoria das Promotorias de Justiça de Defesa do Patrimônio Cultural e Turístico de Minas Gerais (CPPC) concluiu que o parque possui valor cultural, histórico, de antiguidade, arquitetônico, ambiental, paisagístico e afetivo, representando um referencial simbólico para a memória do município. “Este é um passo importante para que a expectativa de tombamento do parque, que é tanto do Ministério Público quanto da comunidade de São Lourenço, torne-se realidade”, disse o procurador-geral de Justiça, Antônio Sérgio Tonet.

Segundo a coordenadora da CPPC, Giselle Ribeiro de Oliveira, a história de São Lourenço está ligada intimamente à história do parque, pois o desenvolvimento do município começa com a exploração da água mineral no século XIX. Por isso, “o parque faz parte da memória, da vocação e da identidade local, com seu valor cultural, histórico e afetivo. E agora, após os estudos técnicos, vamos conseguir que essa história seja registrada no livro de tombamento”, disse.

Para o coordenador Regional das Promotorias de Justiça de Defesa do Meio Ambiente da Bacia do Rio Grande, Bergson Guimarães, o MPMG tem avançado no diálogo com empreendedores para proteção do meio ambiente e do patrimônio cultural. Já a presidente do Iepha, Michele Arroyo, afirmou que os estudos técnicos vão apontar como o parque deve ser preservado e o que precisa ser modificado, dinamizado ou melhorado. Por fim, a prefeita de São Lourenço, Célia Lima, disse que a cidade gira afetiva e economicamente em torno do local. “Cada morador tem uma história e uma boa lembrança dentro do parque”, disse.

Fonte: Portal MPMG

Foto: Portal Nestlé