Exposição “Em busca do patrimônio perdido” será reaberta na Estação Central, em Belo Horizonte, no dia 16 de agosto

Mostra apresenta imagens de bens sacros subtraídos de Minas Gerais; estima-se que 60% do patrimônio cultural do estado tenha sido deslocado de seus locais de origem

Data de início: 16 de Agosto de 2018 às 14:00 horas.

Data de fim: 31 de Agosto de 2018 às 18:00 horas.

Local: Praça Rui Barbosa – Belo Horizonte

A Estação Central da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), localizada na Praça Rui Barbosa, no Centro de Belo Horizonte, receberá, a partir desta quinta-feira, 16 de agosto, até 31 de agosto, a exposição “Em busca do patrimônio perdido”. A mostra, promovida pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio da Promotoria Estadual de Defesa do Patrimônio Cultural e Turístico (CPPC), retorna à capital mineira após passar pelas cidades de Ouro Preto e Conselheiro Lafaiete.

Ganhadora do Prêmio Nacional de Comunicação e Justiça 2016, na categoria Inovação, a exposição está montada no espaço denominado “Trem com arte”, próximo à escadaria que dá acesso à plataforma, e pode ser visitada todos os dias da semana, das 5h40 às 23h.

Parte das atividades do “Dia do Patrimônio Cultural”, comemorado em 17 de agosto, a mostra apresenta ao público painéis e totens informativos com fotografias de bens culturais desviados de suas comunidades e que ainda não foram encontrados. O objetivo é não apenas divulgar a imagem das peças, impedindo seu esquecimento, como também mobilizar a sociedade para que ajude a identificá-las e resgatá-las.

Patrimônio sacro

Conforme a CPPC, Minas Gerais é o Estado brasileiro com o maior número de bens protegidos, de reconhecido valor cultural. Grande parte deles constitui o patrimônio sacro, composto pelos bens da Igreja, que inclui tanto as edificações religiosas (bens imóveis), quanto o acervo delas (bens móveis).

Este acervo é formado por itens e objetos necessários para o rito da celebração religiosa, como castiçais, âmbulas, turíbulos, alfaias, vestimentas ou paramentos utilizados pelo pároco no exercício de suas atividades; pela imaginária, composta por esculturas de devoção, pintura, mobiliário, documentos, entre outros itens; e bens integrados, que conformam o interior da edificação, como retábulos e arco cruzeiro.

De acordo com a promotora de Justiça Giselle Ribeiro de Oliveira, coordenadora da CPPC, apesar de Minas Gerais reunir um importante acervo cultural, estima-se que 60% do patrimônio cultural do estado tenha sido deslocado de seus locais de origem. “Já no século XVIII, surgem notícias de furto de bens da Igreja Católica. A maior incidência de furtos, contudo, dá-se no século XX, após a valorização do barroco mineiro, quando as peças sacras – em especial a imaginária – adquiriram o caráter de obra de arte, em razão do seu valor artístico, tornando-se objeto de interesse para colecionadores e comerciantes de antiguidades”, conta.

A exposição foi montada com base em banco de dados criado pela CPPC em 2015 e premiado pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).

Percurso

A mostra “Em busca do patrimônio perdido” foi inaugurada em 22 de agosto de 2015, no Museu Mineiro, em Belo Horizonte. Em 2016, instalou-se em Ouro Preto, inicialmente na Casa dos Contos e, posteriormente, na Igreja Matriz de Nossa Senhora do Pilar, registrando mais de 46 mil visitantes. No ano passado, a exposição seguiu para o município de Conselheiro Lafaiete, onde pôde ser vista no Centro Cultural Solar do Barão de Suaçuí.

A cidade que tiver interesse em receber a exposição deve entrar em contato com a Promotoria Estadual de Defesa do Patrimônio Cultural e Turístico, pelo e-mail seccultural@mpmg.mp.br.

Em busca do patrimônio perdido

De 16 de agosto de 2018 a 31 de agosto de 2018

Horário: 5h40 às 23h

Local: Praça Rui Barbosa, s/nº – Centro. Espaço “Trem com arte”, próximo à escadaria que dá acesso à plataforma.

Entrada gratuita

Informações: (31) 3769-2600

Consulte o banco de dados completo no Blog da CPPC

Fonte: MPMG

Outras notícias: G1

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