Oficina para educadores de Ribeirão das Neves promove a importância de projetos de educação para o patrimônio

Dando continuidade a uma ação realizada no Dia Nacional do Patrimônio Histórico, comemorado em 17 de agosto, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio da Coordenadoria das Promotorias de Justiça de Defesa do Patrimônio Cultural e Turístico, promoveu, em parceria com o IFMG Campus Ribeirão das Neves, a oficina “Do micro ao macro: preservação do Patrimônio Cultural a partir da construção da história de bairro”. O evento foi realizado na segunda-feira, 3 de setembro.

A experiência realizada pelo professor Moacir Fagundes e seus colaboradores na Escola Municipal Anne Frank, localizada no bairro Confisco, serviu de base para inspirar outras práticas pedagógicas ao explorar as diversas metodologias utilizadas no projeto “Entre o diário de Anne Frank e a História em Quadrinhos: estudantes construindo a história do bairro Confisco”. A partir da identificação de uma rejeição ao território entre os educandos, o projeto pretendeu possibilitar a alunos do sétimo ano pesquisar, criticar, construir, conhecer e comunicar a história do bairro Confisco, utilizando-se da pesquisa de campo e do gênero história em quadrinhos e procurando compreender o desenvolvimento do bairro associado à dinâmica da cidade.

Além da elaboração da história em quadrinhos, outros produtos foram criados, como a exposição fotográfica “Confisco pelo Confisco”, que buscou retratar o cotidiano do bairro através do olhar sensível de seus moradores.  A relevância e contribuição pedagógica do projeto foram reconhecidas por meio do Prêmio Nacional de Educação em Direitos Humanos em 2017, na categoria Educação Formal, representando o Brasil no II Premio Iberoamericano Educación en Derechos Humanos, realizado na Colômbia.

Oficina
A oficina realizada nessa segunda-feira foi voltada para educadores da rede municipal de Ribeirão das Neves. Ao evidenciar a importância da história local para os indivíduos da comunidade escolar, a ação buscou possibilitar que os cidadãos se conscientizem sobre a importância de suas raízes para a preservação histórica e para o fortalecimento das nossas identidades, temas tão caros para a construção da transformação social.

Durante a oficina, ministrada pelo professor Moacir, pela estagiária da CPPC Luíza Parreira e pela doutoranda em História da UFMG Gislaine Gonçalves, foram apresentadas metodologias para se trabalhar em sala de aula com imagens, documentos históricos, jornais, entrevistas e vídeos. Os participantes dividiram suas experiências e comentaram sobre a importância do apoio do Ministério Público a iniciativas como essa, por dar mais credibilidade e visibilidade aos trabalhos e esforços desenvolvidos nas escolas.

By |2018-09-06T16:15:18+00:00setembro 6th, 2018|Notícias|0 Comments

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