Região do Gongo Soco abriga, entre outros, imóvel do barão de Catas Altas, construído no século 18

PUBLICADO EM 08/02/19 – 19h19fon

Fonte: O Tempo

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) pediu que a mineradora Vale retire todos os bens culturais móveis existentes na área impactada por um possível rompimento da barragem Gongo Soco em Barão de Cocais, na região Central de Minas Gerais.

Uma recomendação expedida pela Promotoria Estadual de Defesa do Patrimônio Cultural e pela Promotoria de Justiça de Barão de Cocais cobra ainda que os bens resgatados sejam transportados em condições de segurança e, posteriormente, acondicionados em locais indicados pelos órgãos de proteção.

Na cidade de Barão de Cocais, uma sirene de emergência foi acionada pela manhã desta sexta-feira (8). Com isso, 239 moradores tiveram que deixar as suas casas.

De acordo com o Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha), em Barão de Cocais existem 18 bens tombados em nível municipal, estadual ou federal. Isso demonstraria, conforme o MPMG, a importância cultural, turística e histórica da região.

Entre os bens culturais, está o sítio arqueológico de Gongo Soco, cuja importância foi reconhecida por meio da Lei n.º 3.924/1961. O valor cultural das ruínas de Gongo Soco, segundo a recomendação, foi reforçado ainda pelo Iepha com o tombamento estadual da antiga vila em 1995.

Em outro documento, o MPMG recomenda à Vale que adote medidas de vigilância e proteção das propriedades públicas e privadas, especialmente os imóveis de interesse cultural, onde houve evacuação de pessoas, de modo a evitar saques, vandalismos ou outras condutas criminosas nesses locais.