A Coordenadoria das Promotorias de Justiça de Defesa do Patrimônio Cultural e Turístico (CPPC) realizou ontem, em Barão de Cocais, uma série de oitivas de representantes das comunidades evacuadas em razão do risco de rompimento da barragem Sul Superior, da Mina de Gongo Soco, de responsabilidade da Vale S/A.

A ação visa detectar lesões ao meio ambiente cultural, sobretudo em relação ao patrimônio imaterial, identificando, dentre outros, a práticas e tradições que deixaram de ser realizadas, modos de viver típicos, a relação de pertencimento das pessoas ao território e os laços comunitários desfeitos.

Em 07/02/2019, a Vale formalizou a situação de emergência referente à barragem Sul Superior da Mina de Congo Soco, em Barão de Cocais/MG. Houve acionamento da situação de emergência I do PABEM, em razão da existência de risco significativo de ruptura. Ato contínuo, a Agência Nacional de Mineração – ANM acionou a Defesa Civil e se deslocaram para o local.

Em função do que foi relatado e, após consulta à Gerência da ANM/SEDE, decidiu-se que a empresa deveria acionar o Nível 2 de Emergência e proceder à imediata evacuação da população a jusante, inserida na Zona de Autossalvamento (ZAS).

Conforme amplamente noticiado na mídia, na madrugada do dia 08/02/2019, houve acionamento de sirenes e evacuação da população a jusante da barragem Sul Superior da Mina do Gongo Soco em Barão de Cocais. Aproximadamente 500 moradores das comunidades de Socorro, Tabuleiro, Piteiras e Vila Congo, todas situadas no Município de Barão de Cocais-MG, tiveram que deixar suas casas e locais de origem, abandonando todos seus pertences e sua história.