Capela de Nossa Senhora Auxiliadora de Calastróis
Miguel Burnier

O Conjunto arquitetônico e arqueológico da Capela de Nossa Senhora Auxiliadora de Calastróis é composto pela capela e seu adro, a casa do vigário com o anexo e pátio interno, o coreto, um cemitério mais recente (séc. XX 1º metade) e um cemitério mais antigo (séc. XVIII), sendo esta estrutura arquelógica remanescente dos primórdios do povoado de São Julião. Este conjunto está localizado a sudeste do núcleo urbano do distrito de Miguel Burnier e, infelizmente, está em estado de abandono. Calastróis é o nome do córrego que passa no pé do morro, em cujo topo está a capela.

Conforme relatos históricos extraídos do Livro do Tombo, a atual Capela de Nossa Senhora Auxiliadora de Calastróis foi erguida no início do século XX, a partir as ruínas de uma capela dedicada a São Julião. Esta foi ereta no século XVIII e seu local de construção bento por Frei Ambrósio, em 1749, após devidas licenças de Dom Frei Manoel da Cruz, bispo de Mariana à época, e do vigário de Vila Rica.

Já em 1842, o templo cairia em seu primeiro abandono, em meio aos conflitos havidos na região durante a Revolução Liberal de 1842, e depois de ter sido interditado ao culto devido a um suporto assassinato nele ocorrido. Sem funções por pelo menos meio século e exposto à ação do tempo, sobreveio à ruína restando apenas as paredes de pedra e o frontispício.
Coube a Sra. Alice da Silveira Wigg o feito de reabilitar a antiga Capela de São Julião ao culto em abril de 1904. Em cumprimento a uma promessa, reconstruiu o tempo, dando-lhe porém, novo aspecto, como a inclusão de torre lateral e, por uma devoção especial, dedicou-o a Nossa Senhora Auxiliadora.

Fonte: Marcas Históricas Miguel Burnier – Ouro Preto / Alenice Baeta, Henrique Piló (org) – Belo Horizonte: Gerdau, 2012 – 207