Fazenda Campos Gerais, Resende Costa

Localizado no município que hoje tem o nome em homenagem ao citado inconfidente, o conjunto de vestígios arqueológicos evidencia um acervo que deve ser preservado tanto por seu contexto histórico de origem – a sociedade mineira colonial – quanto por sua inserção no movimento da Inconfidência.
Através de uma articulação regional que envolveu diferentes categorias como religiosos, fazendeiros, militares e burocratas, a Inconfidência Mineira ainda hoje apresenta pontos ou aspectos a serem esclarecidos através de pesquisas tanto documentais quanto arqueológicas.
Cabe ressaltar que tais pesquisas poderão contar com um imenso acervo no qual se destacam três tipos de fontes: documentais, arqueológicas e arquitetônicas. No primeiro caso cabe destacar o grande acervo de documentos presentes em arquivos brasileiros, e portugueses à disposição dos pesquisadores.

No segundo caso é necessário lembrar o expressivo número de sítios arqueológicos remanescentes de contextos (rurais e urbanos) ligados ao movimento de rebelião: fazendas, lavras, edificações urbanas, etc. Finalmente, o grande número de edificações ainda preservadas e que constituem um conjunto relevante de informações a serem avaliadas/interpretadas.
É nesta perspectiva mais ampla que se insere a necessidade de preservação do sítio arqueológico – a Fazenda Campos Gerais – e de realização de pesquisas que permitam disponibilizá-lo para o público enquanto patrimônio coletivo.

Fonte: Laboratório de Arqueologia da Fafich/UFMG