Fazenda Carreiras – Ouro Branco2016-11-24T12:07:46+00:00
[two_fifth last=”no” spacing=”yes” center_content=”no” hide_on_mobile=”no” background_color=”” background_image=”” background_repeat=”no-repeat” background_position=”left top” hover_type=”none” link=”” border_position=”all” border_size=”0px” border_color=”” border_style=”” padding=”” margin_top=”” margin_bottom=”” animation_type=”” animation_direction=”” animation_speed=”0.1″ animation_offset=”” class=”” id=””]

Fazenda Carreiras, Ouro Branco

Tombada pelo Iepha, em setembro de 2000, a Fazenda Carreiras , localizada às margens da antiga Estrada Real, no município de Ouro Branco, guarda uma curiosidade: é conhecida como Fazenda Tiradentes ou Casa Velha de Tiradentes, pois acredita-se que o Inconfidente teria pernoitado ali durante uma viagem de São João Del Rei à Vila Rica, em 1788.

O belo exemplar da arquitetura rural de Minas Gerais do século XVIII resguarda a simplicidade das construções da época. Seu processo construtivo é em estrutura mista de alvenaria de pedra, grossos esteios e barrotes de madeira. As paredes internas possuem vedações de pau-a-pique. A senzala, adequada posteriormente para outros usos, ficava no porão da casa, mais uma característica do período.

A casa possui níveis diferenciados, com comunicação por meio de escadas, localizadas em diferentes compartimentos. A entrada, ao nível da estrada, teria abrigado armazéns e o 2º piso era destinado para moradia. O acesso principal é protegido por uma varanda construída com pedras irregulares ao redor da fachada frontal e da fachada lateral direita.
Um pomar murado com pedras, terreiros para secagem de cereais e café, currais murados e um moinho de pedra integram a propriedade. Situado bem próximo à sede, há um rancho de partido retangular, com estrutura em pedra e fechamento em madeira.

Nos anos 1970, a família Miranda, após uma centena de anos de posse da Fazenda Carreiras, vendeu a propriedade para a empresa Açominas. Na época, a sede teve a estrutura recuperada e os telhados reformados.

Em 1979, os arquitetos Éolo Maia e Jô Vasconcellos, com colaboração do também arquiteto Flávio Grillo, desenvolveram um projeto de restauração a pedido da Açominas. O objetivo era transformar a fazenda em uma escola de artes plásticas.

Em 1989, novo projeto, também assinado por Jô Vasconcellos, previa a implantação do Museu do Aço ou Casa de Cultura.

[/two_fifth][three_fifth last=”yes” spacing=”yes” center_content=”no” hide_on_mobile=”no” background_color=”” background_image=”” background_repeat=”no-repeat” background_position=”left top” hover_type=”none” link=”” border_position=”all” border_size=”0px” border_color=”” border_style=”” padding=”” margin_top=”” margin_bottom=”” animation_type=”” animation_direction=”” animation_speed=”0.1″ animation_offset=”” class=”” id=””][images picture_size=”auto” hover_type=”none” autoplay=”no” columns=”1″ column_spacing=”13″ scroll_items=”” show_nav=”yes” mouse_scroll=”no” border=”yes” lightbox=”yes” class=”” id=””][image link=”” linktarget=”_self” image=”http://patrimoniocultural.blog.br/wp-content/uploads/2016/06/Início-da-Restauraç_o-do-telhado.jpg” alt=””][image link=”” linktarget=”_self” image=”http://patrimoniocultural.blog.br/wp-content/uploads/2016/06/Fotos-vistoria-26.02.13-173.jpg” alt=””][image link=”” linktarget=”_self” image=”http://patrimoniocultural.blog.br/wp-content/uploads/2016/06/Fachada-principal-1.jpg” alt=””][image link=”” linktarget=”_self” image=”http://patrimoniocultural.blog.br/wp-content/uploads/2016/06/Corredor-lateral-restaurado.jpg” alt=””][image link=”” linktarget=”_self” image=”” alt=””][/images]

A Açominas, em 1992, transferiu a Fazenda Carreiras e suas benfeitorias para a Prefeitura de Ouro Branco, por compensação de dívida. Mais tarde, em 2004, a fazenda passou a abrigar o Centro de Cultura, mantido pela Associação Amigos da Cultura de Ouro Branco. A cessão do espaço para a associação foi por um prazo de cinco anos.

Origem da Fazenda

A Estrada Real está diretamente ligada aos acontecimentos políticos da Inconfidência Mineira e ao surgimento de várias fazendas ao longo do seu trajeto, que serviam de posto de abastecimento, troca e venda para os tropeiros e viajantes, além de hospedagem para os viajantes. Dentro desde contexto, foi instalada a Fazenda Carreiras.

Uma das versões para o nome dado à fazenda, segundo a tradição oral, é que ali era um local de criação, venda ou troca de cavalos. A denominação teria se originado das “carreiras” que os tropeiros davam nos animais para testar a sua força e resistência.

Fonte: IEPHA

[/three_fifth]