Solar Barão do Suaçuí, Conselheiro Lafaiete

A freguesia dos Carijós (1709) cresceu subitamente, e no final daquele século tornou-se Real Villa de Queluz, sob as graças da rainha Dª Maria I, em 1790. O casarão é representante legítimo da arquitetura mineira, das vilas setecentista. Foi construído no início do século XVIII e reformado em 1787, era propriedade do último capitão-mor da Real vila de Queluz, José Ignácio Gomes Barbosa, que o deixou por herança, a seu filho, do mesmo nome que veio a ser agraciado com o título nobiliárquico de Barão de Suassuí. Sua construção obedecia ao mais puro estilo colonial, com telhados corridos, que davam para o pátio, era calçado com grandes pedras, no qual se localizavam as senzalas. Frente imponente, nele havia as grades de ferro trabalhadas e ornamentadas com frutas de metal, decorando cada sacada de pedra.

Grande escada de granito dava acesso ao andar superior, sendo que, no topo, à esquerda, se situava a capela particular da família do Barão. Em tempos idos, ali se realizaram carnavais, com animados bailes à fantasia, dos quais participava a mais alta classe social da cidade. No período das grandes solenidades religiosas, sua frente era toda iluminada com lanternas japonesas coloridas, pois, naquela época a cidade ainda não possuía luz elétrica. O solar, além de residência do Barão de Suassuí foi Câmara Municipal, Fórum, Faculdade de Comércio Exterior, Fundação de Ensino “Monsenhor Horta”, Grupo Escolar Inconfidência e Clube Social “Castelinho”, este último, lhe serve de apelido carinhoso.

Fonte: Prefeitura de Conselheiro Lafaiete